Ah, eu queria uma foto bem bonita que mostrasse o bolo. Uma foto que fosse única, assim como a receita do bolo tirado de um caderno de receitas de senhoras donas de casa de um tempo distante em que donas de casa costumavam servir esses bolos à tarde no café. Porque elas chamaram de “granfino” posso imaginar pelos ingredientes, mas ele é mesmo classudo e simples.

Um bolo simples e fácil de preparar, daqueles de espalhar perfume de bolo assado pela casa e que quando enfiamos o garfo ele entra e vai logo bater no fundo do  prato e se esfarela um pouco de tão macio, pedacinhos que depois a gente tenta juntar tudo pra não sobrar nada, com o dedo se não tiver ninguém olhando, ou com o garfo mesmo.

A foto tinha de mostrar isso e também que desse pra ver a casquinha meio durinha contrastando com a macieza do bolo. Nem foi preciso colocar a calda.

Ah, se pudesse passar o cheiro pela foto seria coisa do outro mundo, ou pelo menos que desse pra saber pela foto que essa macieza carrega uma doçura no ponto e um gosto de fubá que é difícil de explicar.

É um gosto de bolo que se come entre goles de café e conversa.
Acarinha o coração da gente e que depois podemos dormir e sonhar e acordar pra comer mais um pedaço, que tomara tenha sobrado.

  • 4 ovos
  • 2 xícaras de açúcar
  • 2 colheres de sopa de manteiga (troquei, me recuso a usar margarina)
  • 1 colher de sopa de óleo
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 xícara de fubá
  • 1 xícara de leite
  • 1 colher de sopa de fermento
  • 1 vidro de leite de coco
  • 1 xícara de açúcar para a calda

 

  1. Bata os ovos com o açúcar, acrescentando a manteiga e o óleo.
  2. Depois a farinha, o fubá, o leite e um pouco mais da metade do leite de coco.
  3. Por último o fermento, apenas misturado.
  4. Unte uma forma de bolo com manteiga e asse no forno quente por mais ou menos 40 minutos.
  5. Depois de assado e ainda quente, jogue por cima do bolo a calda feita com uma xícara de açúcar e o resto do leite de coco. Leve a ferver por um minuto.

P.S. Achei essa receita no caderno “Lanche rápido: receitas rápidas para lanches saborosos – SAHEC”, que era da minha falecida madrastra, que trabalhava na Copel e não cozinhava. Estava perdido dentro de uma gaveta e tenho uma informação sem muita comprovação de que ela teria organizado o caderno com receitas de funcionárias e das esposas de funcionários. Na primeira página está a relação das senhoras que participaram da edição. Não tem nenhuma data, nem outra explicação, também não conheço ninguém da lista.

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