Leio que os restaurantes em Cuba estão cheios e que agora, para desespero dos cubanos, exigem reservas. Os turistas estão chegando, querem conhecer o que é original antes que tudo mude. E eu pensando visitar a ilha por conta da excelente leitura de “O Homem que Amava os Cachorros”, do cubano Leonardo Padura, que não, não é sobre gastronomia.

Paris

Já em Paris, cidade acostumada a ter restaurantes cheios, até os ruins – sim, existem opções assim –, salões vazios. Nem as estrelas Michelin, que significavam casa cheia, conseguem lotar endereços tradicionais, como dos chefs Guy Savoy e Yannick Alléno, saiu no NY Times. Os últimos atentados, infelizmente, contribuem para a situação.

Se até Paris está mudando, será que não tiramos uma lição? As opções de preço fixo para menus reduzidos não seduzem mais tantos clientes. Contudo, os pequenos restaurantes criativos e baratos estão cheios e com fila. O buraco é mais embaixo, como dizia minha avó. É assunto para reflexão e um recado.

Outro dia, escutei um dono de restaurante surpreso com o movimento na sua casa depois de trocar para uma opção de almoço mais em conta. Sempre tem gente querendo comida boa e barata, sem firula. Isso vale para qualquer cidade.

Aprender matemática

Leio também sobre a chinesa que usa a culinária para desmistificar a matemática. Agora quero conhecer a Eugenia Cheng. Ela está ficando famosa seja pelos programas de TV ou pelos tutoriais de matemática on-line. Vou atrás do seu livro “How to Bake Pi: An Edible Exploration of the Mathematics of Mathematics” ou um estudo comestível da matemática da matemática, que já vendeu 25 mil cópias nos EUA e foi traduzido para seis idiomas. Eu vou atrás sem esperar muito, já comprei exemplares que prometiam fazer entender de orçamento doméstico e investimentos e não consegui passar das primeiras páginas. Ser craque em matemática é um sonho, mas não sei se tenho tempo ainda para tanta ambição.

Para emagrecer

Agora vai a dica para quem quer perder peso: a pulseira que dá choques. O aparelho é chamado, muito sugestivamente, de Pavlok. Custa US$ 199 (cerca de R$ 700,00) nos EUA e recorre ao mecanismo de condicionamento pavloviano, claro, cria a associação negativa e a pessoa pensa no ato de comer. Era o que faltava.

Colher de chá

Para terminar o post, falo da ação do Mc Donald’s, que acontece neste sábado (27). A campanha de mobilização nacional em combate ao câncer infantil e juvenil, o McDia Feliz, até ganha espaço aqui. Na verdade, falo porque nesta semana a empresa foi notícia. Eles anunciaram a adesão a um programa de desmatamento zero nas fazendas fornecedoras de carne da Amazônia.

Também nunca falei dos almoços que as escolas DeRose Method de Curitiba apresentam aos domingos. No próximo (28/8), é o chef Juarez Andersen (foto) quem prepara o menu. As vagas são limitadas e o menu tem influência da cozinha oriental. R$ 59,00 por pessoa.

E para terminar mesmo, falo da atração do projeto Gastro Night do +55. Já fui conhecer. Quem estará lá na próxima terça (30) é a chef Renata Abreu do Bobardi. O +55 abre às 18h e aceita reservas no (41) 3322-0900. Bom fim de semana.

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