Ele que já havia participado da primeira edição da feira, no ano passado, desta vez precisou redobrar o cuidado nas avaliações, afinal, estava ali porque carregava o troféu de campeão do I Desafio Paranaense de Sommeliers.

A viagem foi presente para o vencedor do certame que a escola Centro Europeu, de Curitiba, organizou, e que contou com o apoio do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e do Vinhos do Brasil, além de algumas importadoras da bebida.

“O pessoal dos estandes me aguardava e participei de degustações de vinhos exclusivos, além de workshops”, reconheceu Balbino, que tem apenas 27 anos, sem esconder a alegria com a posição alcançada e o cansaço. “Eram doze horas por dia, durante os três dias do evento, mas valeu a pena”, afirmou.

Não foi fácil ganhar o prêmio. “Estudo muito, mas estava nervoso na competição. Foi uma disputa difícil”, segredou. Formado pelo Centro Europeu em 2012, o sommelier tem passagem de oito anos pela Vino! Atualmente, trabalha no Box 41 Vinhos do Mercado Municipal de Curitiba.

A ideia de valorizar e dar visibilidade a profissão com a organização do concurso foi da coordenadora do curso de sommelier, Thays Ferrão, ao lado dos professores Alcioni Dumes e Sandra Zottis, com a aprovação do diretor do Centro Europeu, Rogério Gobbi. Merece reconhecimento.

Balbino acredita que o prêmio veio para ficar e vai ajudar também a destacar o trabalho dos sommeliers que atuam em lojas e empórios, que geralmente não têm a mesma visibilidade dos que trabalham em restaurantes”, avalia.

Desafio

Difícil não aceitar um convite de profissionais e instituições que admiramos. Por isso, fui, ao lado de experts, como o sommelier premiado Diego Arrebola e o enófilo Guilherme Rodrigues, entre outros especialistas, fazer parte da banca que julgaria os concorrentes na última etapa do I Desafio Paranaense de Sommeliers. Vinte profissionais de várias cidades do Paraná participaram do desafio.

Se não foi fácil participar, igualmente não foi fácil avaliar, pensei vendo os concorrentes que precisaram mostrar conhecimento prático, entender das técnicas de degustação e análise sensorial, e do serviço do vinho e de harmonização.

Mais magro depois do concurso, Balbino perdeu dois quilos durante a classificação, o sommelier, que é movido a desafios, já decidiu que vai repetir a dose no próximo ano. Os três primeiros colocados podem participar novamente da prova.

O sommelier comemorou também a evolução dos vinhos brasileiros. “Estamos melhorando o padrão”, e elogiou a criação da Associação de Viticultores do Paraná (Vinopar), um importante passo para promover a enogastronomia paranaense, “não conhecemos os produtos locais”, diz o especialista que quer viajar mais para aprender.

O trabalho de Balbino no Box 41 também passa pela escolha dos vinhos para a importadora e consultoria na elaboração de um lote especial da vinícola O.Fournier, no Vale do Uco, na Argentina.

Encerramos a conversa comemorando a redução de 30% no preço final dos vinhos no mercado paranaense a partir deste mês de novembro. Aguardamos para conferir. Faltou brindar. Vou encontrá-lo no Box 41 para conhecer seu trabalho de perto. E, atenção, em junho de 2020 teremos um novo desafio.

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