Impossível acompanhar todas as aulas do Mesa ao Vivo Paraná, são muitas. Neste ano, o evento acontece na Universidade Positivo paralelamente ao 26. Encontro Nacional da Abrasel. Ontem, Claude Troisgros deu uma demorada aula muito aplaudida e festejada pelos fãs dele e do Batista. Depois uma longa fila para autógrafos foi formada, claro. Nas salas de aulas da universidade, acompanhei um pouco da apresentação da Rosane Radecki, que estava feliz da vida mostrando os sabores da sua Palmeira. Rosane agarrou com unhas e dentes literalmente a causa do Gastronomia Paraná, mesmo que o projeto esteja em banho-maria no momento. Cidade de sorte. Palmeira tem outros bravos guerreiros, com o Cláudio e o Rene, com as iniciativas da Casa da Videira e da Casa do Pão, e agora também com o convívio do Slow Food. Estão dando o que falar. Isso é apenas o começo e deve ser exemplo para o Paraná todo. O “pão no bafo”, famoso prato da região dos Campos Gerais, que foi o começo de todo esse grande movimento, fermentou, cresceu e deu fôlego e coragem a todos. Estavam lá produtores mostrando orgulhosos os seus produtos. Valorizar o trabalho deles é fundamental. Está na hora de os produtores ocuparem o lugar de destaque ao lado dos chefs, afinal, é deles que vêm a qualidade dos produtos que dará sabor à comida.

Como o tema da aula da Eva dos Santos, do Bistrô do Victor, era “brasa” dei umas palavrinhas porque conheci a chef quando ela tinha acabado de voltar de San Sebastián, do estágio em um dos melhores restaurantes do mundo, na minha opinião, o Asador Etxbarri. Pena que ela não conseguiu levar suas grelhas para mostrar a técnica que usa.

Saí dali, passei na aula da Gabriela Carvalho que conseguiu reunir uma artista plástica, um índio e produtores para falar de feijões e leguminosas paranaenses, com mel indígena, o tema escolhido pela chef do restaurante Quintana.

Antes de passar pelo Melhor das Cidades, ainda consegui ver a gravidíssima Manu Buffara, que havia acabado de voltar de Maringá onde tinha ido falar para 400 mulheres produtoras. No Mesa ao Vivo Paraná a chef do restaurante Manu apresentou a sua “conexão com a natureza e a dedicação para achar novos sabores”. Todas merecendo mais detalhamento. E nem falei do jantar na Forneria Copacabana Iguaçu. Vou, mas volto ao assunto.

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