Hoje, deveria comentar o resultado do prêmio Worlds 50 Best Restaurants, anunciado nesta segunda em NY, mas faz-se premente divulgar outra coisa, o trabalho da Casa da Videira, que é tão legal que não tem como não apoiar. Volto ao prêmio mais tarde. Conheci o Cláudio Oliver, da citada casa, e o Rene Seifert Jr, do famoso pão de fermentação natural e das aulas em Witmarsun, por meio da Rosane Radecki, do restaurante Girassol. Eles estão na região dos Campos Gerais trabalhando para que ideias bacanas tomem forma e todos tenham uma vida melhor e mais saudável, dentre outros objetivos. Tudo acontece em Palmeira, os três estão lá, aliás, é de lá e deles que vem também a notícia da instalação de mais um convivium do Slow Food, o da Colônia Cecília, que será comandado pela Rosane. “Começamos no Slow Food, algo que já foi começado faz tempo em nossos corações”, escreveu Cláudio Oliver, deixando claro que o caminho que tomamos há mais de 40 anos, com a industrialização, fast-food etc., não nos fez muito bem. Alguma coisa me diz que tem dedo dos espíritos anarquistas e dos imigrantes russos que viveram na região, pois ressuscitaram até o “pão no bafo”.  Agora é esperar dali bons resultados. Por isso, e porque o Cláudio sabe dar seu recado, que publico o texto dele como veio. É a oportunidade para contribuir com uma boa causa. Antes de ir para o registro, vai uma observação meio com jeito de lamento. A última reunião oficial do comitê do Gastronomia Paraná foi na verdade uma viagem para conhecer os projetos de lá. O grupo saiu do encontro unido e fortalecido e pelos depoimentos que ouvi entendendo porquê o projeto havia sido criado. Uma pena que depois disso quase tudo virou fumaça. Quase, porque o trabalho continua nos bastidores para dar novos ares à iniciativa de fortalecer e promover a nossa gastronomia e porque todos entenderam que precisamos nos unir para sermos mais fortes. Aproveito o post para convidar para a festa junina no próximo sábado (18/6), em Palmeira, detalhes aqui. Eles estarão lá.

Segue o convite do Cláudio para contribuir com a produção de minhocas, falta pouco agora, vai lá no facebook deles.

“Faz alguns anos a Casa da Videira criou um sistema de manejo de dejetos e produção de minhocas que batizamos de “Parede de Compostagem”. Nele desenvolvemos um método de transformar passivos ambientais como esterco, restos de alimentos e cama de animais em minhocas e mesofauna para alimentação natural de animais de produção, redução de emissões e produção de mudas, em espaços muito pequenos. Com isso conseguimos testar e verificar a saúde de animais, a eliminação de odores, a perda de nutrientes e proporcionar a animais a oportunidade de escapar da soja como fonte de proteínas, barateando o custo, promovendo a alimentação natural e criando alternativas reais para esta fonte fundamental de nutrientes. Isso gera animais bem nutridos, elimina problemas e cria alternativas de carne de melhor qualidade, bem-estar animal e sobretudo abre a porta a famílias agricultoras de se libertarem da dependência da indústria de rações. Agora na região de Palmeira, diante das inúmeras dificuldades dessas famílias, temos visto nosso papel crescer, e nos tornarmos uma “Boa Notícia”, na medida em que criamos alternativas como o “Comida Relacional”, a criação de porcos crioulos, o abate legalizado, as Pancs, a culinária regional e mais um monte de outros programas. Agora precisamos montar uma unidade demonstrativa para a minhocultura. Já investimos em 70 caixas para a montagem da unidade, mas precisamos de outras 230 para completar o trabalho. Para isso criamos um evento no Facebook, buscando encontrar um grupo de amigos que queira ajudar-nos a criar mais esta alternativa para as famílias agricultoras. Como funciona? Precisamos de pessoas dispostas a doar uma ou mais caixas que serão compradas diretamente da fábrica para a montagem da unidade. O custo de cada caixa é de R$ 20,00. Para doar basta aceitar o convite para o evento confirmando sua presença e deixando uma postagem com o número de caixas que pretende doar. Depois que atingirmos o número necessário, mandaremos a instrução e data para fazer o pagamento. Só iremos fazer isso se atingirmos o número de caixas necessário. Será que eu poderia contar com você para isso?”

 

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