Muitos planos adiados e muitas incertezas. Isso é o que sabemos. Alguns com
certezas que assustam, causam espanto e revolta. Podíamos esperar uma guerra nascida no terrorismo, mas ainda assim longe
de nós. Ou catástrofes climáticas, nada parecido com o que veio.

Foi como se uma nuvem pesada sobre nós fosse caindo aos poucos espalhando perplexidade, medo, pânico. Ela segue avançando sem sabermos como ou quando vai abrir o horizonte limpo novamente. Dizemos que vai passar e queremos acreditar que vai, mas não sabemos. A China começa a voltar ao normal, foram 50 dias lá.

A cabeça não para de girar e é quase impossível escrever. Precisamos fazer alguma coisa e vamos tomando decisões aos poucos. Escutar os donos de restaurantes e pequenos produtores, comerciantes, cozinheiros visivelmente transtornados é muito difícil. Peço comida em casa, me organizo para ajudar quem precisa, divulgo, publico receitas fáceis e o sentimento de impotência é enorme.

Associações lançam medidas de apoio como a criação de canais de atendimento e plataformas de vendas on-line #restoenssemble ou #restaurantesunidos. Em São Paulo, foi lançado o vale-presente. Está no gggbrasil.org e é uma iniciativa da jornalista Alê Forbes e do site.

Movimento GGG. Vários restaurantes já estão cadastrados. Chefs daqui começam a se organizar. Para comprar é só baixar o Start Pay. E todos poderão ajudar os seus restaurantes favoritos.

Os mais renomados economistas falam em renegociação de dívidas, apoio para empresas, rede de proteção social com a capacidade do Tesouro de emitir moeda, linhas de crédito com juros zero, renda básica emergencial. Eles dizem que o aumento do gasto público é possível quando o momento é de calamidade, como agora.

Chefs e donos de restaurantes esperam o posicionamento do governo em todas as esferas. Abrasel ajuda a cobrar. Governadores também cobram medidas na área econômica.

Nesta semana, a imagem de um casal à noite na esquina na minha rua sendo convocado pelo alto-falante do carro da polícia para voltar para casa fez rebobinar um filme de ficção científica. Infelizmente, é a realidade que não imaginávamos enfrentar. Como disse um governador, “podemos acertar e errar. Só não podemos minimizar problemas”.

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