Tento entender tudo o que envolve os sistemas alimentares – uma das funções básicas de uma cidade, resumidamente, “da produção do alimento à nossa mesa e de volta à terra” – e aceito o convite para estar na 1ª oficina para a criação do Laboratório Alimentar de Curitiba. O assunto me interessa, sem falar no local escolhido: a fazenda urbana da CIC, que todo mundo deveria conhecer. Começo dizendo que Curitiba é referência em segurança alimentar, tem 40 anos de políticas públicas para a área e sigo com um resumo dessa história. É um trabalho que avançou muito e é motivo de orgulho para a cidade.
Tudo começou em 1986 com a criação da Secretaria de Abastecimento e o primeiro Mercadão Popular em um ônibus que atravessava a cidade levando produtos para as pessoas que não tinham onde comprar alimentos, uma versão do atual Armazém da Família, que vende produtos até 30% mais baratos.
Pulo para a década de 1990 quando a secretaria recebeu um repasse do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e, de acordo com o histórico apresentado, fomos a única capital que conseguiu investir esse recurso criando o Fundo de Abastecimento Alimentar de Curitiba. Na sequência surgiram: o Câmbio Verde, a troca de material reciclável por alimento; as hortas e as fazendas urbanas. Curitiba foi também precursora na criação de um conselho municipal de segurança alimentar, dos restaurantes populares e do Mesa Solidária, que nasceu inspirado no Refettorio Gastromotiva, do Rio de Janeiro. Depois, as cozinhas evoluíram também para escolas de gastronomia social, como fez a Gastromotiva, ONG criada pelo chef David Hertz
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